terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Construção

Extremos de locais desconhecidos

Um, em sua forma quase perfeita não fosse a falta de função

Outro, um depositário de vidas e objetos, pulsante indiscrição

Dois lugares de um só, meu inconsciente-prédio-aeroporto aonde me deito

Velas gigantes, camas expostas

Pessoas incógnitas que se tornam indispensáveis

Ali as histórias se mesclam, ali sou várias e sou nenhuma

Todas elas me cabem e são familiares, eu mesma me sou familiar

É claro que eu observo a loucura, ela mora nesse edifício e constrói seus andares

A vida esparsa e os entulhos, nada disso me incomoda

Ainda estou atrás e à espera

Da mudança definitiva





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