Extremos de locais desconhecidos
Um, em sua forma quase perfeita não fosse a falta de função
Outro, um depositário de vidas e objetos, pulsante indiscrição
Dois lugares de um só, meu inconsciente-prédio-aeroporto aonde me deito
Velas gigantes, camas expostas
Pessoas incógnitas que se tornam indispensáveis
Ali as histórias se mesclam, ali sou várias e sou nenhuma
Todas elas me cabem e são familiares, eu mesma me sou familiar
É claro que eu observo a loucura, ela mora nesse edifício e constrói seus andares
A vida esparsa e os entulhos, nada disso me incomoda
Ainda estou atrás e à espera
Da mudança definitiva
Nenhum comentário:
Postar um comentário