O espaço tão estreito entre um beijo e a dúvida
Cair no abismo quer dizer entrar, abro a porta e carrego as nossas sombras sobrepostas
Vou pra não voltar
Pois nunca seria a mesma, escolhi as palavras e todas elas me constroem
Um prédio enorme, estou rodeada de invenções
Símbolos mágicos, normalidades tão desconcertantes que já preciso aceitar
O perigo mora em mim, mora em nós
E aqui só me atrevo ao que não conheço
Por isso permito
Que de mim jorrem as palavras-jato ao primeiro sinal de calma e ignorância
Assim me entendo e dissolvo, a psicografia do que nunca sei
Só depois de gastar meu infinito
Encerro o espaço, tranco a porta e engulo a chave.
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