quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Claustrofobia

O espaço tão estreito entre um beijo e a dúvida                                                                                

Cair no abismo quer dizer entrar, abro a porta e carrego as nossas sombras sobrepostas

Vou pra não voltar

Pois nunca seria a mesma, escolhi as palavras e todas elas me constroem

Um prédio enorme, estou rodeada de invenções

Símbolos mágicos, normalidades tão desconcertantes que já preciso aceitar

O perigo mora em mim, mora em nós

E aqui só me atrevo ao que não conheço

Por isso permito

Que de mim jorrem as palavras-jato ao primeiro sinal de calma e ignorância

Assim me entendo e dissolvo, a psicografia do que nunca sei

Só depois de gastar meu infinito

Encerro o espaço, tranco a porta e engulo a chave.


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